quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Boneco de neve


Vou contar-vos uma história
Que à dias se passou comigo
Tenho-a fresquinha na memóra
De como eu fiz um amigo.

Era um dia frio e cinzento
Que estava para chegar
Não tinha chuva nem vento
Só nuvens que vinham do mar.

Estava tudo muito sossegado
No chão só um barulhinho leve
Aos poucos viu-se por todo o lado
Cairem farrapinhos de neve.

E tudo ficou branquinho,
As arvores ,campos e casas
E até mesmo um passarinho
De branco lhe ficaram as asas.

Estava tudo assim tão lindo
Quando uma porta se abriu
Era um menino sorrindo
Quando tudo branco viu.

Saíu para o seu quintal
Uma grande bola de neve fez
A seguir fez outra igual
Enquanto contava até dez.

Com botas quentinhas nos pés
Brincava com tanto afinco
Que uma bola mais pequena fez
Enquanto contava até cinco.

As duas bolas grandes juntou
Sobrepostas com mestria
Desta vez até trinta contou
Pelo esforço que fazia.

No topo pôs a mais pequena
E recuou um pouco a olhar
E com uma calma serena
Olhou o chão a pensar.

E na bola grande do meio
Tres seixos redondos colou
Parecendo um casaco cheio
Dos botões que encontrou.

E um velho chapéu com pala
Que tinha sido do seu avô
Na bola de cima entala
E o boneco com cabeça ficou.

E uma cenoura comprida
Serviu para fazer o nariz
E os olhos ganharam vida
Como o menino quis.

Depois para terminar
Arranjou um pau curvado
Para ter boca e falar
O boneco assim criado.

E no final deste dia cristalino
Uma amizade nasceu
Entre o alegre menino
E o boneco que sou eu.

Eduardo Mesquita.

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