quarta-feira, 21 de abril de 2010

0 coelhinho branco

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Quando eu era pequenino,
o meu pai uma história me contou,
sobre um lindo coelhinho,
que um dia se assustou.

O coelhinho resolveu um dia,
ir umas couves à horta buscar,
porque com a fome que sentia,
de um caldinho estava a precisar.

E lá foi muito apressado,
saltando e sorrindo para os demais,
sem se esquecer do recado,
de como é bom comer vegetais.

E as couves ele foi escolher,
desde as grandes ás pequeninas,
porque ele precisava comer,
alimentos com muitas vitaminas.

E feliz a casa regressou,
pronto para fazer o jantar,
mas a porta trancada encontrou
e não pode então entrar.

Truz, truz- ele à porta bateu-
quem está aí, me deixe entrar.
Então uma voz respondeu,
-Quem és tu para me chatear?

Eu sou o pequeno coelhinho,
esta é a minha casa e quero entrar,
quero fazer o caldinho,
porque é hora de jantar.

E de dentro alguem respondeu.
Eu sou a cabra cabrez
e quem mora aqui sou eu,
se te salto em cima, eu te faço em três.

Então o coelhinho assustado,
foi pedir ajuda ao cão
e depois de tudo lhe ter contado
de medo só fez... ão, ão.

Depois encontrou o gato
e disse, quando o sucedido ouviu contar,
eu não vou lá, só se fosse um rato
e assustado pôs-se a miar

Então mais à frente encontrou,
uma vaca a comer um trevo
e quando o coelhinho tudo lhe contou,
foi mugir para longe com medo.

E o coelhino desesperado,
sem ter alguém para o ajudar,
ficou mais triste e desolado
e pôs-se então a chorar.

Passou, então uma formiga,
que vinha de trabalhar
e com uma voz muito amiga,
pergunta o que se está a passar.

O coelhinho então contou
tudo à formiga interessada.
E disse- ninguém me ajudou
e tu, tão pequena não podes fazer nada.

Vamos lá- disse a formiga,
eu sei que te posso ajudar,
não acredito que o tamanho consiga
mais que a coragem, para lutar

Bateram à porta e a cabra respondeu-
eu sou a cabra cabrez,
quem mora aqui, agora sou eu
e se te salto em cima ficas em três.

E eu sou a formiga rabiga,
não me assustas por seres maior,
vou-te furar a barriga,
fazer-te em quatro, se preciso for.

E sem a cabra dar por nada,
por baixo da porta entrou
e à cabra deu uma dentada,
que de tão grande dor gritou.

E para longe, a cabra fugiu,
para nunca mais voltar,
porque o medo que sentiu,
foi maior que a coragem de lutar.

Assim todos possam aprender
e chegar a uma conclusão,
que o gigante não pode vencer,
a coragem de um anão.

Eduardo Mesquita